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Referências
bibliográficas
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FLÁVIO, Ribeiro. O Contador
de Histórias e a Bricolagem. Rio de Janeiro: TCCUNIRIO.http://www.seer.unirio.br/index.php/pesqcenicas/article/viewFile/722/662
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Breve resumo
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A tradição
narrativa, como na contação de histórias dos griôs africanos, passa a ser
encarada como material estético possível na construção não só do cômico, mas
de outras ordens cênicas, o ator ou brincante passa a considerar o externo
com o interno do artista. Assim, o
ator ou brincante se apropria da experiência com ênfase no elemento externo a
ela. Daí que o algo novo é criado. A
bricolagem também foi empregada no trabalho, o que possibilitou um
cruzamento, feito pelo pesquisador, marcando uma iniciativa de possíveis
práticas de Criação cênica. Tendo como pressuposto que a bricolagem e a
contação de histórias pretendem criar um objeto novo, tendo como base
fragmentos prévios de outros objetos. O todo se completa no ato do fazer
cênico, mas já traz material para essa interação.
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Transcrições
de citações mais importantes
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“O conceito
de bricolagem comporta intrinsecamente uma operação lúdica.” (p. 01)
“O
brincante/atuante deve estar pronto para tarefas diversas, mas as mesmas não
podem estar condicionadas para obtenção necessária de matérias-primas e utensílios
concebidos. Ele se conecta com seu universo instrumental e sempre no jogo
tenta lidar com os “meios-limites”, ou seja, um conjunto finito de materiais.”
(p. 03)
“O
ideal é que o artista ou brincante utilize ao máximo sua capacidade de
improviso, de jogar e da contracenação O Bricoleur deve perceber nas coisas
ao seu redor o que venha a ter um potencial de tornar-se material para a
cena.” (p. 04)
“O Bricoleur
num ato de bicolagem desenvolve a capacidade corporal como meio para dar uma
significação ao trabalho, de forma que o material, dê suporte à colagem de
materias distintos. Assim, é necessário uma relação do trinômio
espaço/tempo/ação como peça fundamental para se formar a bricolagem como
processo artístico.” (p.06)
“Então vamos
observar que a narrativa é a prática da oralidade em forma de material. A
oralidade dos Griôts, no Oriente da África, por exemplo, que possuem
habilidades de lidar com esse potencial que se materializa para toda
comunidade. Eles são aptos a lidar com o inesperado - que nesse caso é
esperado que o inesperado aconteça.” (p.07)
“…as
estruturas formadas por elementos em destaque como relação com o inventário
pessoal, a apropriação, relação com o fragmento e a desconstrução e
composição. No inventário pessoal vamos ter toda vivência do brincante ou do
artista que trazem nas suas histórias de vida.” (p. 08)
“Sabemos que
a bricolagem pode ser definida como uma elaboração física da cena em ações.
Então a fragmentação do texto ou cena passa a ser o foco e a justaposição
desses fragmentos, formando a materialização diante de todos.” (p. 09)
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Comentário pessoal
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O trabalho
possibilita reflexões sobre os processos criativos e sua diversidade em
formas e estilos estéticos para criação da cena. O termo Brincoleur, é
utilizado pelo autor como se referindo ao brincante e/ou artista que vivencia
as técnicas das contações de histórias – não só dos griôs, dos contadores de
causo do nordeste entre outros – e da bricolagem que requer prontidão e
necessidade de improviso, ao mesmo tempo que fragmentos da narrativa e de
textos são lançados como estímulos
narrativos. Outros materiais são utilizados de forma finita, mas o material
que surge no ato da ação, este não possui limites para acontecer.
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Utilização de materialidades no
processo criativo
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Narrativa oral; Fragmentos de textos
ou de cenas;
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